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Projeto de Doutoramento:

Legados Autoritários e Serviço Secreto: Análise Comparada dos Serviços de
Inteligência Civil da Espanha, Brasil e Portugal nos Processos de Transição
Democrática.

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Orientador: Prof. Jorge Zaverucha, PhD

50 Anos de Luta dos Urbanitários de Pernambuco: A Memória Militante

O  Projeto 50 ANOS DE LUTA DOS URBANITÁRIOS DE PERNAMBUCO: A MEMÓRIA MILITANTE , pretende fazer o registro de meio século dessa organização sindical, uma das mais combativas e antigas do Estado, com uma história político-institucional semelhante àquela vivida pelos trabalhadores brasileiros, desde os anos cinqüenta, no campo social, político e econômico.

O objetivo principal da pesquisa dessa memória militante é o resgate do passado de lutas sociopolíticas e econômicas dos urbanitários, a fim de transformá-lo em um livro que sirva de fonte documental fidedigna e rica para a pesquisa acadêmica ou apenas para o conhecimento histórico de sua trajetória.

A história dos urbanitários está dispersa, seja como memória viva, seja como memória documental. E o progressivo desaparecimento de muitos quadros dirigentes já se faz sentir como uma perda histórica e social dessa memória. Os registros documentais também estão se deteriorando. Fotografias, documentos, artigos, revistas, cartas, cartazes, estas e outras fontes documentais se perdem progressivamente.

Como uma instituição cuja trajetória corre paralela aos processos políticos vividos pelos brasileiros, sob a ditadura ou sob a democracia, o Sindicato dos Urbanitários tem um vasto acervo documental e uma importante memória militante que precisa ser resgatada das diversas fontes hoje dispersas, além dos próprios arquivos da entidade.

 

Jornalismo Investigativo: Ética, Teoria e Prática

Curso de Especialização (Pós-Graduação Lato Sensu) indicado especialmente para profissionais de Jornalismo, Direito e das forças policiais.  

A liberdade de imprensa é uma das principais condições para o amadurecimento das instituições democráticas. Nos países em que a democracia ainda está se consolidando, a atividade jornalística é uma referência fundamental para a opinião pública conhecer e julgar seus governantes, políticos e servidores, bem como descobrir, acompanhar ou prevenir reais e potenciais abusos contra a ordem social, política e econômica. Na esfera pública e privada, o trabalho dos jornalistas deve representar a necessidade do público pelo conhecimento rigoroso, fiel e profundo dos fatos que afetam a sociedade.

Nestes termos, o Jornalismo Investigativo tem sido, no Brasil, uma das fontes para o exercício da vigilância e crítica da opinião pública face à corrupção, desmandos e abusos de quaisquer origens. A investigação jornalística isenta e pluralista tem propiciado a descoberta de esquemas de corrupção e a denúncia de redes do crime organizado, antecipando-se ou atuando em paralelo às instituições de Estado, como o Ministério Público e as Forças Policiais.

No entanto, a conjuntura social e política atual do Brasil por si mesma revela os limites e perigos do Jornalismo Investigativo submetido ao sensacionalismo. A despeito de alguns importantes êxitos, há abusos de direitos individuais e coletivos que refletem, em termos metodológicos e éticos, desconhecimento ou puro desrespeito a princípios básicos de uma cobertura jornalística isenta e competente.

O Curso de Jornalismo Investigativo ora apresentado enfatiza os aspectos éticos, teóricos e práticos desta categoria jornalística, com uma abordagem centrada no eixo Interesse Público - Responsabilidade Profissional . Estas duas dimensões constituem o desafio principal da investigação jornalística, pois impõem - desde a construção da pauta até a apuração de campo - o dever de informar à sociedade com qualidade, precisão e responsabilidade ética.

Assim, algumas perguntas se impõem ao jornalista investigativo: o interesse público é um valor absoluto? A ética profissional pode ser relativizada na cobertura de um fato? Qual deve ser o perfil do jornalista investigativo para ajudar a resgatar a ética na política e sociedade, e face ao Estado e governo? Quais são os direitos à privacidade da pessoa humana?

Estas perguntas são importantes para o cidadão e o profissional (jornalista ou não) que busca conhecer os elementos teóricos e práticos de uma boa investigação jornalística, e conhecer os limites éticos de sua atividade. A resposta a estas e outras questões é um dos objetivos do nosso Curso de Jornalismo Investigativo. Embora concentrado na área de Comunicação Social, o curso interessa aos aplicadores e operadores do Direito, agentes civis e profissionais militares das Forças Armadas e do Estado, bem como aos profissionais do jornalismo televisivo, de Rádio, meios impressos e virtuais.